No dia anterior, fui dormir por volta das 2h da manhã no quarto do meu irmão, assistindo "Então tá, vamos falar de música" na MTV. Acordei por volta das 7h com uma dor de cabeça infernal. Fui baixar umas apostilas de Química e aproveitei pra ouvir um pouco de Amon Amarth. Dei uma olhada no site da Famene pra ver se o Edital estava disponível, mas não. Em vez disso, me deparei com a nona (cof-cof: NONA) chamada pro curso de Medicina. Aí as mina pira, né? Deu vontade de chorar por não ter feito a prova. Mas passou, eu estudei, e o resto do dia correu legal.
À noite, a programação era ver o bloco das Muriçocas do Miramar. Compramos um camarote pra família e até as 15h meu abadá não tava pronto. Em vez de gastar dinheiro com costureiras que provavelmente cobrariam caro pra transformar um pano de chão em regata, resolvi cultivar a arte da costura e reformar meu próprio abadá. Em tudo que o Rei Midas tocava, virava ouro. Já comigo, em tudo que eu toco, vira merda. Sério. Cortei a roupa toda errada (era um tamanho G, por Deus!) e não consegui costurar nada. Por sorte, minha tia se prontificou a me ajudar e transformou a porcaria que eu fiz em algo que eu pudesse vestir. Ficou uma regata fofa, mas vale salientar que, depois do meu estrago inicial, eu tinha que usar uma regata por baixo da roupa.
Já estava perto das 16h e minha dor de cabeça aumentou pra um nível alarmante. Saí tomando Neosaldina, Dorflex, Cimegrip e tudo mais que eu via pela frente. Por um momento pensei que a enxaqueca pudesse me fazer ficar em casa. Mas melhorei. Às 19h meu querido namorado chegou, depois de (finalmente) buscar seu presente de aniversário, que tinha chegado dos EUA: um par de patins. Nunca vi uma criatura tão feliz, dessa vez acertei mesmo no presente, kkkkk. Depois de arrumar minhas tias, rumamos pro camarote. Embora fosse cedo, a avenida já estava lotada, e decidimos ir direto ao local. Antes da chegada dos trios, Bereguedê começou o show privê pro camarote, e a animação veio cedo. A cada camarote que chegava, a banda parava de tocar, e voltava assim que o mesmo estivesse longe.

Vez-em-quando descíamos pra comprar besteiras (frufrús, chifrinhos de diabo e comida diferente das que tinham disponíveis no camarote), e numa dessas encontrei com alguém muito especial pra mim: Célia. Ela foi minha professora de Química no início em que eu comecei a tentar vestibular pra Medicina, e só eu sei o apoio que ela me deu e continua dando depois de tanto tempo. Tive aula com ela até 2008 e de lá pra cá criamos um forte laço de amizade, que é nutrido sempre que nos encontramos aqui ou acolá. Acho interessante ter amigos como Célia, Carlos, Wilma e Agamenon que, apesar de terem mais que o dobro da minha idade, entram em perfeita consonância com os meus pensamentos. A impressão que me dá é de que ter relacionamentos tão frutíferos com pessoas mais maduras do que eu me faz ser um pouco madura também. Afinal de contas, fica claro que nesses relacionamentos a idade não conta, haja visto que sempre nos tratamos igualmente - não existe 'senhora' ou 'senhor' nessas conversas.
Ficamos até 1h da manhã ou pouco mais que isso. O último trio parou em frente ao camarote e cantou (so-men-te) "Pequena Eva", "Quebraê" e "Dança da Manivela", músicas que AMO. Resumindo, curti muito o dia, e ainda encontrei Naísa e Marília por lá. Daí, deixamos o Pinguas, voltamos pra casa, tomamos banho e dormimos.
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